O moço citado abaixo fatura milhõesde dólares infernizando a vida daspessoas com mensagens eletrônicasindesejadas, os chamados spams :
Tom Cowles, um dos maiores spammers do mundo: ele fatura 12 milhões de dólares por ano enviando e-mail para quem não quer receber
As pessoas que navegam na internet estão sujeitas a vários tipos de aborrecimento. Entrar em um site que demora para abrir é um deles. Enfrentar uma conexão que cai a toda hora é outro tormento. Links que não funcionam são um inferno. Mas nada se compara à insuportável praga dos spams, aqueles e-mails, geralmente publicitários, que o internauta recebe sem que tivesse dado autorização para que uma empresa desconhecida entupisse sua caixa postal com propaganda. Apesar de incomodarem internautas, grandes empresas e até os provedores de acesso, os spams se multiplicam. Segundo pesquisa feita por uma empresa americana, uma de cada três mensagens que circulam pela internet é publicidade indesejada. O spam já supera as mensagens enviadas por amigos, pela família, por colegas de trabalho ou da escola. O negócio prospera tanto que, nos Estados Unidos, alguns spammers, como são chamados os profissionais que atiram mensagens para todos os lados, já ganharam notoriedade. É o caso de Tom Cowles, o sujeito que aparece na foto que ilustra esta reportagem. Dono de uma empresa em Ohio que envia 5 bilhões de e-mails por mês (quase um e-mail mensal para cada habitante da Terra), Cowles fatura 12 milhões de dólares anuais torrando a paciência das pessoas.
Os spams são um tormento por vários motivos. Em primeiro lugar, eles entopem a caixa postal do computador, o que pode bloquear mensagens relevantes e tornar o micro mais lento. Para as grandes empresas, o spam também é uma chateação. Há perda de produtividade (gastam-se minutos preciosos deletando o lixo eletrônico) e sobrecarga de servidores. "No meio corporativo, não existe um único argumento a favor do spam", diz o diretor-geral do portal da Microsoft no Brasil, Osvaldo de Oliveira. Os spammers defendem-se dizendo que os e-mails são um eficiente canal de comunicação entre empresas e consumidores. O problema é que são raríssimas as companhias sérias que usam o spam para divulgar produtos. Normalmente, as firmas idôneas mandam mensagens comerciais apenas quando o internauta as solicitou. A diferença do spam para esse tipo de e-mail é que o primeiro é enviado mesmo sem a autorização da pessoa. Como é o usuário quem paga a ligação à empresa de telefonia para ter acesso à internet, ele acaba bancando o envio de uma mensagem que não pediu para receber. Se um spammer mandar 2 milhões de e-mails para 2 milhões de internautas que usam conexão discada (aquelas mais comuns, que custam em média 5 centavos por minuto no Brasil) e cada um deles demorar sessenta segundos para abrir, identificar e deletar o spam, o prejuízo total proporcionado pelo spammer será de 100.000 reais. É como receber um telefonema de telemarketing a cobrar. Ou pagar pelo selo de uma mala direta.
Não existe um procedimento infalível para fugir do spam. Os especialistas recomendam jamais responder a um e-mail indesejado. Divulgar o endereço eletrônico na web também é arriscado, assim como ficar repassando piadas, fotos ou correntes. Algumas empresas instalaram sistemas de filtro que bloqueiam mensagens que se parecem com spams. Nos Estados Unidos, um grupo criou um índex chamado Realtime Blackhole List, que consiste numa relação de provedores e autores de spams e serve de base para os programas de filtragem. Nada disso, no entanto, é capaz de garantir definitivamente que o internauta esteja livre da amolação. Sempre que alguém desenvolve algum recurso para combatê-lo, o spammer já está um passo à frente. Outro problema é a facilidade com que se compram listas de e-mails. Muitos funcionários roubam relações de grandes empresas e as vendem aos profissionais do ramo. Além disso, é possível pescar na própria internet listas de endereços eletrônicos. Alguns programas navegam na rede procurando o símbolo @, de arroba, presente em todo e qualquer e-mail. Quando descobre uma arroba, digamos assim, dando sopa, o programa captura o e-mail que ela representa. Depois, é só enviar a mensagem e infernizar a vida de milhões de pessoas.
Os números do spam
As mensagens eletrônicas indesejadas, os chamados spams, já são o tipo de e-mail mais enviado pela internet. Elas superam as mensagens enviadas por amigos, pela família, por colegas de trabalho ou da escola
De cada três mensagens que circulam pela internet, uma é spam
Cada internauta recebe mais de 2 000 spams por ano
90% dos spams recebidos por americanos são enviados por menos de 150 pessoas, os chamados spammers profissionais
http://veja.abril.com.br/041202/p_074.html
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4 comentários:
Spammers, realmente tudo se profissionaliza.... por coincidência hoje ao chegar na empresa, o assunto da diretoria era o excessivo numero de spam que recebemos diariamente, ocupando o sistema e muitas vezes impedindo de receber emails de relevância profissional, mas se a profissão de spamers é tão rentável, acho que estamos muito distantes de encontrarmos em nossos emails somente o desejado. O que mais deixa as pessoas preocupadas é que quando queremos um trabalho sério de divulgação pela internet, nem sempre as pessoas tem a paciência de parar para separar o joio do trigo.
Ale
Spam deveria ser a sigla de:
S enhor ou Senhora
P osso
A molar
M ais um pouco?
Acho genial a comunicação gerada pelo e-mail em massa. Desde que aceita pelo destinatário (opt in). Quem envia teria um cadastro de potenciais clientes. Ai seria só administrar essa base de dados. Seria algo até interessante de se receber, pois receberiamos assuntos do nosso interesse. A eterna dúvida entre qualidade e quantidade, pode ser equacionada com sucesso. Desde que se tenha critério em enviar e receber e-mails.
Grande Abraço a Todos!
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As regras, leis e postura virtual ainda são temas em desenvolvimento na rede.
Momentos de reflexão são necessários aos suários e habitantes do universo chamado internet.
Mas existe algo que não necessita de manual de ética e práticas de bom senso para se entender que o spam possa gerar mais ônus do que benefício:
A invasão de privacidade é um péssimo cartão de visitas para quem deseja realizar relacionamento, resultados comerciais ou parcerias...
ATENÇÂO Marketeiros!!!!
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